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Archive for julho \30\UTC 2012

Canário-da-terra-verdadeiro: um pássaro, não um lutador de ringue

A homenagem de ((o))eco esta semana vai para o canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), um pássaro caracterizado pelo amarelo forte de suas penas e pelo seu canto melódico. Outrossim chamado de canário-da-terra, no Brasil, ocorre do Maranhão até o Rio Grande do Sul e, na América do Sul, é encontrado na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e nas Guianas.

Esta ave tem em média 13,5 centímetros e pesa 20 gramas. Seu habitat preferido são as regiões áridas, como os campos secos, a Caatinga e áreas de Cerrado. Sua alimentação principal são sementes. Na reprodução, a fêmea põe cerca de 4 ovos, chocados por um período de 15 dias. Seus ninhos são cavidades ou até mesmo outros ninhos abandonados, como casas de joão-de-barro vazias.

São pássaros agressivos na hora de defender o ninho ou de disputar uma fêmea com outro macho. Por ser bom de briga, este canário é usado em disputas violentas entre pássaros, para apostar no vencedor. Essa prática bárbara e ilegal costuma deixar as aves feridas e deve ser denunciada à Polícia e ao Ibama.

A beleza e o canto também fazem com que o canário-da-terra seja comumente engaiolado, ainda que sem a licença obrigatória do IBAMA. Até agora, não corre risco de extinção, o que não torna menos cruel o seu cativeiro ou uso como animal de briga.

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Adaptação ao clima não pode ficar para amanhã

“Agora faz mais calor, antes o sol não esquentava muito”, diz Rister Guevara, caçador que mora em El Chino, comunidade localizada no meio da floresta não tão impactada, quatro horas em lancha de Iquitos, cidade mais importante da Amazônia peruana. Ele sabe que pode caçar até cinco pacas (Agouti paca) a cada dois meses. Nem mais, nem menos do que isso. O mesmo procedimento é adotado para a pesca. O que levou esses habitantes do trópico amazônico a racionalizar suas atividades de subsistência? As mudanças climáticas e suas consequências sobre a rica biodiversidade de El Chino, que se encontra na chamada ‘zona de amortecimento’ da Área de Conservação Regional comunitária Tamshiyacu Tahuayo, criada em 2009 pelo Ministério do Ambiente do Peru. Com 420.080,25 hectares, abriga 530 espécies de aves, 65 de répteis e pelo menos 2500 de plantas.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o Programa de Conservação, Gestão e Uso Sustentável da Diversidade Biológica de Loreto (PROCREL) afirma que a temperatura média local é de 26 °C. A partir de 1997, o termômetro começou a subir. Entre 2006 e 2010, a temperatura era de 25.5 °C. Entre 2009 e 2011, subiu para 27.1 °C. De acordo com Giussepe Gagliardi, biólogo do Centro Peruano para la Biodiversidad y Conservación, que trabalha na região, esta variação provocou “eventos extremos”, como chuvas torrenciais em épocas de estiagem. Além disso, segundo o pesquisador Richard Bodmer, da Universidade de Kent (Reino Unido), em 2009 a população de botos cor de rosa diminuiu. Ele também afirmou que em Tamshiyacu a população de jacaré caiu 60% em 2011 comparado a 2010. De acordo com ele, isso pode estar relacionado com as mudanças climáticas.

Diante desta percepção, comunidades e organizações como Wildlife Conservation Society (WCS) e Rainforest Conservation Found, passaram a se articular com foco na conservação da biodiversidade. O primeiro passo foi fortalecer ribeirinhos e estabelecer mecanismos de fiscalização e multas para o manejo dos recursos de flora e fauna. Atividades de manejo florestal também entraram na agenda e a extração de buriti, camu-camu, ingá, tucumã, passou a ser controlada. Iniciou-se, também, um processo de valorização do artesanato local. Produtos feitos de fibras começaram a ser exportados. De acordo com Gagliardi, o manejo de recursos naturais faz com que estas pessoas estejam “mais preparadas para enfrentar eventos extremos”.

Apoio internacional

A UICN e a Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA), com o apoio da cooperação espanhola, financiam iniciativas que buscam resgatar conhecimentos e práticas ancestrais de adaptação às mudanças climáticas na Bolívia, Equador, Peru e Colômbia. Manuel Ruiz, da SPDA, afirma que os bons resultados de práticas de manejo devem “influenciar políticas públicas”. Em El Chino esta reinvenção funcionou, mas o processo de readaptação não foi fácil. Em relação à caça, por exemplo, o acordo é de caçar apenas animais machos, o que nem sempre dá certo. De qualquer forma, o saldo é positivo.

Adultos mudando de hábitos influenciam crianças. Jorge Soplín, morador de El Chino, diz que tem ensinado estas técnicas a seus filhos. “Quero que eles aprendam e tomem por si mesmos esta iniciativa no futuro”. Pode parecer uma conclusão simples, mas Soplín está na frente de seu tempo e de quem ainda não percebeu que é preciso se adaptar às novas condições de vida que têm sido impostas à floresta e seus moradores. Nesta região da Amazônia, onde as mudanças climáticas já estão chegando, “adaptação” significa “conservar imediatamente” para garantir às gerações vindouras o mínimo de qualidade de vida no futuro.

Fonte: http://www.oeco.com.br

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Cobra-papagaio (Corallus caninus), também conhecida como Periquitambóia ou Arabóia. Podendo alcançar mais de 1,5 metro de comprimento, é encontrada nas matas e capoeiras da bacia amazônica e encontra-se ameaçada pela derrubada de árvores para produção de madeira. De hábitos noturnos, passa a maior parte do dia enrolada no tronco de uma árvore em uma posição bem característica, com a cabeça apoiada no centro das voltas do corpo. É pacífica, mas pode morder quando se sente ameaçada. Alimenta-se basicamente de roedores, pequenas aves e répteis, matando suas presas por constricção. Seus filhotes apresentam uma coloração avermelhada e podem caçar e comer sapos de árvores quase que imediatamente após o nascimento. Com o crescimento a cor verde vai aos poucos tornando-se cada vez mais evidente, com barras transversais branco-amareladas e região ventral amarela.

Fonte: http://www.oeco.com.br

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Dia do Engenheiro Florestal

O dia 12 de julho é dedicado ao Engenheiro Florestal. Este profissional tem um vasto campo de ação, lutando contra pragas, erosões e incêndios, além de atuar em estudos e projetos para renovação e conservação de ecossistemas. Para isso, precisa ter boas noções de topografia, ecologia, legislação ambiental, hidrologia e até bioquímica.

O aproveitamento racional da floresta, o reflorestamento, a produção de sementes e o impacto das indústrias de móveis, papel e celulose são uma constante preocupação na vida dos engenheiros florestais. Há um uso indiscriminado de corte de árvores, desde o uso de madeira nobre para a manufatura do carvão, até a exportação. Os engenheiros florestais são os profissionais que trabalham para manter a floresta viva.

O Brasil é muito rico em florestas e a maior parte delas é de domínio público. São as chamadas Flonas – abreviação de Florestas Nacionais – áreas que possuem cobertura florestal nativa ou reflorestada, e que possuem o plantio ou a retirada de madeiras de forma controlada. As Flonas servem para pesquisas científicas e garantem a proteção das espécies, belezas naturais, sítios históricos e arqueológicos, e dos recursos hídricos.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br

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Fundo Vale lança o livro Municípios verdes

Municípios verdes. O novo livro que foi lançado hoje em Brasília mostra as ações feitas por 12 municípios modelos que conseguiram transformar uma história de desmatamento e desrespeito as regras ambientais em políticas públicas sólidas, que agora geram resultados.

Um desses municípios é Paragominas, no Pará, que durante anos ficou na lista dos municípios que mais desmatam e agora, conseguiu sair da lista.

A publicação lançada ontem trata do modelo de ação que começou a desenvolver, em 2009, e acabou sendo transformado em política pública pelo Governo do Estado do Pará. O programa se desenvolve a partir da criação de pactos locais contra o desmatamento e inclui parcerias para realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), criação de áreas de conservação e estruturação de cadeias produtivas, como cacau, pecuária e mel.

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Um dos poucos ganhos da Rio+20 foi a promessa de fortalecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, conhecido em português pela sigla PNUMA. Havia a proposta de que ele se tornasse uma agência independente. Isso não aconteceu mas ficou a promessa de que seus poderes sejam aumentados e seu orçamento reforçado. Em suma, parece que ele foi promovido. Hoje, no seu próprio site, o programa é descrito assim:

Estabelecido em 1972, o PNUMA tem entre seus principais objetivos manter o estado do meio ambiente global sob contínuo monitoramento; alertar povos e nações sobre problemas e ameaças ao meio ambiente e recomendar medidas para aumentar a qualidade de vida da população sem comprometer os recursos e serviços ambientais das futuras gerações.

Que tal, então, se este órgão agora mais ambicioso criasse um sistema de monitoramento da cobertura vegetal genuinamente global?

Boa parte das nações não consegue (ou não quer) frear a destruição da vegetação nativa em seus territórios. Para que a sociedade civil possa fazer algo e para que os demais países, através dos mecanismos multilaterais, tenham poder de pressionar e exigir mudanças, é preciso um fluxo de dados que indique a situação dos ecossistemas de interesse. Sem isso, estamos à mercê da vontade política de cada governo de preservar ou não, independente dos anseios de seus próprios cidadãos ou do restante do mundo.

O Brasil é um exemplo de que a estratégia da transparência funciona. O sistema DETER, produzido mensalmente pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), desde 2004, permite que qualquer um acompanhe o desmatamento na Amazônia — para áreas maiores que 25 hectares. Esse sistema não informa apenas o governo brasileiro, mas qualquer um que se interesse por esses dados, evitando possíveis manipulações da informação bruta. 

Produzido com o uso de satélites brasileiros e estrangeiros, com tecnologia desenvolvida pelo próprio INPE, é uma estrutura enxuta que fez uma enorme diferença no combate ao desmatamento, mesmo com as limitações de área mínima e de cobertura de nuvens (muitas áreas são visíveis apenas nos meses secos, quando as nuvens não impedem a tomada de imagens). Recomendo, a quem quiser, explorar o sistema DETER. Para isso, basta se cadastrar para receber os alertas e fazer consultas. Espero que em breve o Brasil disponibilize as mesmas informações, com periodicidade e transparência – e não apenas em relatórios – para os demais biomas, como o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.

Confira na íntegra: http://www.oeco.com.br

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Sustentabilidade será tema obrigatório no ensino superior a partir de 2013

O Brasil anunciou a adoção de um compromisso voluntário que pode render bons frutos. A partir do próximo ano, a sustentabilidade deverá constar no currículo acadêmico de todas as universidades brasileiras.

A intenção é que, futuramente, o tema seja incorporado da pré-escola ao ensino médio. “Não faz sentido ensinar finanças sem ensinar ética ou meio ambiente. Educação superior é o começo, mas tem que ser em todas as séries. Incentivo a todos que façam ações. Não é só compromisso financeiro, precisamos de comprometimento dos governos”, afirmou à Agência Brasil o conselheiro do Conselho Nacional de Educação, Antônio Freitas Junior.

Embora tenha sido anunciada durante a Conferência, a medida foi publicada no Diário Oficial no dia 18 de junho. A lei especifica apenas que o assunto deverá ser abordado de forma interdisciplinar e contínua, sem necessariamente ser uma disciplina à parte. Na prática, isto significa que é um tema que deve ser abordado em todas as disciplinas, sem ser conteúdo obrigatório de nenhuma.

Obrigatoriedade

Atualmente, a educação ambiental é adotada, também como tema transversal, no ensino básico pelo Ministério da Educação (MEC). Desde abril de 2011, tramita na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 876/2011, que propõe alterar a Política Nacional de Educação Ambiental, tornando-a disciplina obrigatória – e, portanto, específica – no ensino fundamental e no médio.

“A sustentabilidade permeia todas as áreas, os enfoques é que são diferentes. Por exemplo, foi descoberto que o gás que sai do motor a diesel causa câncer. Então, um engenheiro mecânico tem que saber muito mais sobre esse assunto”, ressaltou o conselheiro.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br

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