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Archive for março \30\UTC 2012

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Se o consumo de água continuar no ritmo atual, em 30 anos o Brasil terá problemas sérios de abastecimento, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste. O alerta no Dia Mundial da Água, celebrado ontem (22/3), é do professor e presidente do Instituto Internacional de Ecologia (IEE), José Galizia Tundisi. “Em algumas cidades já há uso competitivo da água a ponto de abastecimento público e produção de alimentos concorrerem pelo recurso.”

Segundo Tundisi, apesar de o Brasil ter 12% da água doce do mundo, a crescente demanda provoca aumento da poluição de rios, lagos e represas e pressiona fortemente os recursos hídricos. Ele salienta que a água está distribuída de forma desigual pelo País. Regiões como São Paulo, por exemplo, têm acúmulo de população e pouca reserva de água. Já no Amazonas, ocorre o inverso. Além disso, há a questão da exploração dos aquíferos, pois muitos não são bem explorados.

Para Tundisi com o aumento da pressão sobre os recursos hídricos, a resposta da natureza será mais lenta, provocando em determinados períodos escassez. “Tudo na água se resume a uma relação de disponibilidade e demanda. Se continuarmos utilizando acima da disponibilidade, as reservas vão diminuir e coloraremos o abastecimento em risco.”

Se no caso das águas superficiais a situação é complicada, a área de aquíferos também precisa de mais cautela. O professor critica o modo como as águas subterrâneas estão sendo exploradas no País. “Aquíferos estão sendo utilizados de forma indiscriminada, a recuperação não está acompanhando a demanda. Os recursos subterrâneos deveriam estar protegidos para serem utilizados como reservas para o futuro.” Ele lembra que, para piorar, a retirada de cobertura vegetal e impermeabilização dos solos, prejudicam a recarga e o ciclo natural demora mais que o normal.

Para Tundisi, falta ao País uma cultura de gestão de água integrada e nacional. Ele afirma que isso ocorre de forma setorial, com políticas locais, enquanto deveria ser nacional e integrada. “Existem boas iniciativas no Brasil, mas são todas pontuais e localizadas. Se fossem mais amplas, teríamos resultados mais efetivos.”

O especialista defende a gestão por bacia hidrográfica, respeitando as características específicas de cada uma e da região em que estão. “É preciso entender como cada bacia funciona, relacionar disponibilidade e demanda, analisar fontes de poluição, ter um banco de dados regional. Assim é possível fazer uma gestão sistêmica da água.” Segundo Tundisi, já existem comitês de bacias, mas eles ainda estão em fase de implantação. “Já está tudo mapeado, mas aqui as coisas são lentas.”

Ele diz ser necessário mudar a visão mais imediatista dos governantes por uma que contenha uma estratégia de futuro. O professor adverte que o modelo atual de gestão do meio ambiente está relacionado a um tipo de economia, na qual o capital natural não está inserido. “Amazônia tem um grande potencial hidrelétrico, mas não adianta encher a região de usinas. Isso significa que estamos trocando evolução natural por economia. Precisa haver um equilíbrio, pois os efeitos podem ser irreversíveis. O capital natural é algo explorável, mas dentro de limites.”

 Por: Redação TN / Portal Terra

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Agenda Azul

O 6° Fórum Mundial da Água, realizado nesses dias em Marselha (França), não deixou margem para dúvidas: ou se investe decididamente na proteção dos recursos hídricos do planeta, ou a civilização humana padecerá de terrível escassez. Que já se manifesta.

Relatório da ONU, apresentado no encontro, aponta a irrigação agrícola como séria questão a ser enfrentada. Primeiro, porque tal técnica demanda muita água, cerca de 70% do total; segundo, devido à dramática necessidade para alimentar uma população que deverá atingir 9 bilhões de habitantes em 2050. Segundo as revisadas, e mais precisas, estimativas da FAO, a produção de comida precisa crescer 60% nesse período, e isso somente parece possível aumentando as áreas irrigadas no campo.

Cerca de 25% das áreas agrícolas mundiais se degradam, em decorrência da má, e intensiva, agricultura. Esta depaupera os recursos hídricos, reduz a fertilidade dos solos, aumenta a erosão. Na Espanha, na Austrália, nos Estados Unidos, na África, por onde se procura se percebem ameaças contra a segurança alimentar.

Olhos enviesados atribuem à agricultura o papel de vilão na equação mundial da água. Algo injusto. Acontece que mesmo gastadora, a prática da irrigação rural pouco compromete a qualidade da água, exceto quando esta se contamina com resíduos de agrotóxicos persistentes. Após regar as plantas, via aspersão ou no gotejamento, o precioso líquido se percola pelas entranhas da terra, corre aos riachos ou se evapora, cumprindo o ciclo natural da água.

No uso urbano, ao contrário, o abastecimento das residências polui organicamente as águas nos vasos sanitários; na pia da cozinha e na lavanderia ela se mistura ainda com detergentes e saponáceos. Já nas unidades industriais, as águas utilizadas se contaminam com solventes e demais produtos químicos, que lhe roubam a vida. Nas cidades, que ninguém duvide, ambas a demanda e a poluição são tremendas.

O Fórum Mundial da Água de 2012 contou, entre as 180 delegações participantes, com a presença de uma orgulhosa comitiva paulista. Ela representava o exitoso “Pacto das Águas São Paulo”, um programa que nasceu há três anos às margens do rio Jacaré Pepira, no município de Bocaina. Ali, tendo à frente o então governador José Serra, centenas de prefeitos e outras autoridades municipais se comprometeram a aderir ao “Consenso das Águas” de Istambul (Turquia), documento histórico que define tarefas na gestão descentralizada dos recursos hídricos.

O “Pacto das Águas São Paulo” configura o maior programa já realizado no Brasil em defesa dos recursos hídricos, com foco na gestão local, dentro das bacias hidrográficas. Lição de casa bem feita.

Por todo o estado de São Paulo, corredores ecológicos se formam sinuosamente acompanhando os córregos. A recuperação dessa mata, chamada ciliar como se os olhos abrigassem, garante a plena função ambiental da biodiversidade, promovendo a junção do verde (vegetação) com o azul (água).

Neste próximo dia 22 de março se comemora o Dia Mundial da Água.

Artigo completo em :http://www.xicograziano.com.br/artigos/integra/679

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Arquitetos indianos criaram habitações de três andares feitas de bambu e resistentes a desastres naturais, como terremotos e tempestades. Construídas sobre palafitas, as residências têm coleta de água da chuva, reciclagem de água, plantações e espaço comercial. O projeto foi criado para a competição internacional de arquitetura “Design Against the Elements” e a ideia do evento surgiu depois da devastação causada pela tempestade tropical Ondoy, nas Filipinas. A meta é reunir as inovações em arquitetura, design e planejamento urbano para o desenvolvimento de construções resistentes a desastres em áreas urbanas tropicais.

 Fazem parte do projeto os arquitetos Komal Gupta, Vasanth Packirisamy, Vikas Sharma, Sakshi Kumar and Siripurapu Monish Kumar. A ideia deles foi criar uma comunidade ecológica com unidades de habitação, dois centros comunitários, instalações médicas, creche, mercado, uma biblioteca e um amplo espaço verde ao ar livre, com resistência aos eventos naturais extremos.

O prédio possui três apartamentos por andar todos eles com cozinha, banheiro e um deck feito de bambu que pode ser convertido em uma sala ou um quarto. A parte central da construção é equipada com água e energia. Já os centros comunitários são construídos fora da terra, com materiais resistentes para suportar os desastres, no intuito de evitar inundações. A água da chuva é reciclada. Os telhados captam e a armazenam em um tanque, na parte inferior da estrutura.

 Em casos de fortes tempestades, os apartamentos de bambu até podem ser destruídos. No entanto, o centro, à prova de desastres, permanece. O que for destruído poderá ser reconstruído de forma rápida e barata.

 Fonte: http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/6440/indianos-criam-habitacoes-sustentaveis-resistentes-a-desastres-naturais-

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Falta de acesso à água potável é um enorme problema para muitas pessoas no mundo. Um dos grandes impasses no fornecimento de água limpa para comunidades carentes está no alto custo da tecnologia para fazê-la. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, criou mais um novo método de purificação de água usando apenas areia e sementes de árvores, que pretende ser a resposta para o fornecimento de água potável, barata e sustentável.

Os pesquisadores sabiam que estudos anteriores mostraram que substância existente nas sementes da árvore chamada de ‘milagre’, ou Moringa oleifera, foi capaz de limpar a água, no entanto os processos usados nesses estudos eram muito caros ou não viáveis para a produção de água que poderia ser armazenada. A ideia do novo estudo foi desenvolver uma forma menos cara, sustentável e mais simples de usar sementes da árvore ‘milagre’ para purificar e limpar a água potável.

Como funciona

A equipe concluiu no novo estudo que usando um extrato de sementes de Moringa (contendo a proteína carregada positivamente), para se ligar a sedimento e matar micróbios, em conjunto com areia carregada negativamente, foi possível produzir água potável e armazenável sem tecnologia cara e complicada.

‘A resultante ‘funcionalizada’, ou ‘f-areia’, mostrou-se eficaz na captura de E. coli cultivadas em laboratório. Além de danificar as membranas, o f-areia também foi capaz de remover os sedimentos a partir de amostras de água. Os resultados abrem a possibilidade de que f-areia pode fornecer um processo simples e localmente sustentável para a produção de água potável armazenável’, explicou Stephanie B. Velegol, Ph.D., autor principal do estudo, ao portal TreeHugger.

Segundo o TreeHugger, a árvore Moringa oleifera, já é cultivada para produção de biocombustíveis, e para fins medicinais em algumas regiões equatoriais, de modo que este método de purificação também pode fazer esse recurso natural ainda mais útil.

Fonte: EcoDesenvolvimento

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Brasília – A demanda pelos suprimentos de água no mundo é tão intensa que será necessária uma mudança radical na forma como ela é usada para evitar a escassez, diz um estudo elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado hoje (12). A 4ª edição do Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água, intitulado Gerenciando a Água sob Incerteza e Risco, foi lançado durante o 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França.

De acordo com a pesquisa, aumentou a demanda por água para irrigação de cultivos de alimentos, para produção de energia elétrica e para fins sanitários. O documento ressalta ainda que as mudanças climáticas estão reduzindo os suprimentos ao alterar os padrões de chuvas, provocando secas mais prolongadas e o derretimento de geleiras.

O relatório aponta ainda que a Ásia tem cerca de 60% da população mundial, mas conta com apenas um terço da água potável da Terra. O Brasil produz aproximadamente 12% da água doce superficial do planeta e, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o país dispõe de 18% de toda água doce superficial da Terra.

No relatório, são descritas as principais mudanças, incertezas e ameaças que ocorrem no mundo e suas ligações com os recursos hídricos. A publicação também indica as tendências relacionadas ao abastecimento de água, ao uso, à gestão e aos financiamentos.

De acordo com Programa Mundial para o Desenvolvimento da Água, vinculado às Nações Unidas, o objetivo do estudo é buscar alternativas para que todos se envolvam na busca pela melhoria da qualidade e aceitação das decisões sobre o tema.

Fonte:http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=418700

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Você sabia que a Costa Rica, país que já foi eleito o mais verde e feliz do mundo, devastava 50 mil hectares de florestas por ano em 1983? E como será que o país conseguiu reverter esta taxa pouco mais de uma década depois, chegando ao desmatamento zero em 1998? Esta e outras questões sobre a trajetória da Costa Rica foram abordadas em um artigo publicado no site Our World.

O país possuía, na década de 1940, mais de 75% da superfície coberta por mata nativa, principalmente tropical. Devido à derrubada ilegal, este número caiu para 26% em 1983 (ano em que a taxa de desmatamento chegou a 50 mil hectares anuais). Em 1998, contudo, a taxa de desmatamento chegou a zero e, dez anos mais tarde, a cobertura florestal passou a ocupar 52% do território – número que deve chegar a 70% em 2021, de acordo com as autoridades locais.

Metade do PIB da Costa vem do turismo ecológico e de aventura

Para gerar esta mudança, um dos pontos principais foi o desmantelamento do exército, em 1948, que permitiu redirecionar recursos destinados à defesa para programas sociais e ambientais. Outra iniciativa costarriquenha foi a implementação de um programa de remuneração por serviços ambientais, que estimulou proprietários de terras e comunidades rurais a conservar as matas em troca de benefícios financeiros.

Além disso, desde 1996 o país possui um Fundo Florestal Nacional, que aprofundou ainda mais o programa de pagamento de subsídios para a conservação. Já foram destinados mais de 230 milhões de dólares para pagamentos ambientais e foram criados 18 mil postos de trabalho, o que contribuiu indiretamente para manter outros 30 mil.

Atualmente, 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país vem do turismo ecológico e de aventura, índice que a transformou em uma das experiências mais bem-sucedidas em turismo sustentável do mundo.

Outra lição do país na questão ambiental é energético: 99,2% da energia vem de fontes renováveis. Em suma, a Costa Rica representa um exemplo do que a fórmula ‘menos forças armadas, mais conservação e desenvolvimento social’ pode gerar.

Fonte: EcoDesenvolvimento

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