Feeds:
Posts
Comentários

Archive for fevereiro \27\UTC 2012

A Rua Gonçalo de Carvalho (foto abaixo) ganhou fama internacional pela internet. Após ser tema de publicações em dois blogs relacionados às árvores, ela ficou conhecida como a “rua mais bonita do mundo” e agora é ponto turístico para aqueles que visitam Porto Alegre.

Decretada Patrimônio Histórico, Cultural, Ecológico e Ambiental do município em junho de 2006, os seus quase 500 metros de túnel verde ficaram conhecidos não só pelas árvores, mas também pela ação dos moradores locais pela preservação.

Em 2005, quando uma empreiteira queria construir um estacionamento, trocar o paralelepípedo pelo asfalto e derrubar algumas árvores do local, moradores e adminiradores da rua se uniram para impedir o projeto.

Depois da mobilização, o caso foi para a justiça e a construtora desistiu do estacionamento. Pouco tempo depois a rua virou Patrimônio ambiental de Porto Alegre.

De acordo com o portal G1 de notícias, as imobiliárias não conseguem fazer um levamento sobre a valorização da Gonçalo de Carvalho desde que virou um patrimônio. As explicações chegam quase ao mesmo fim: não há quantidade considerável de ofertas na rua.

Os moradores são antigos e alguns até ajudaram a plantar, há mais de 70 anos, as árvores que hoje formam o túnel verde. As tipuanas, espécie maioria na Gonçalo, são altas, com galhos e folhas grandes, que se espalham no alto dos troncos. Eles proporcionam sombra no verão e claridade no inverno, quando praticamente todas as folhas caem.

O amor e respeito como são tratadas pelos moradores, fazem com que se dediquem a elas e se sintam atingidos quando alguém comete um ato de vandalismo. Uma das árvores já foi queimada e pichada, outra pregaram um aviso sobre lixo, mas nenhum sofreu tanto quanto a placa de identificação de Patrimônio Ambiental, que já foi recolocada três vezes.

Fonte: http://envolverde.com.br/noticias/a-rua-mais-bonita-do-mundo-e-brasileira-e-cheia-de-arvores/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=24-%5B2012-02-24-11%3A18%3A42%5D

Read Full Post »

De acordo com o Ministério Público Federal do Pará (MPF/PA), a redução de áreas protegidas na Amazônia é inconstitucional. Por isso, a Procuradoria Geral da República impetrou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Medida Provisória 558, editada em janeiro por Dilma Rousseff e que permite a alteração dos limites de sete Unidades de Conservação nos Estados do Pará, Rondônia e Amazonas.

De acordo com Roberto Gurgel, procurador geral do MPF, há irregularidades envolvidas nesta decisão. Em 2011, técnicos do ICMBio teriam emitido um parecer contrário à redução de UCs na região do Tapajós. Entre as justificativas apontadas estão a falta de estudos sobre espécies ameaçadas, sobre viabilidade econômica, impactos socioambientais e de projetos de mitigação de impactos causados a populações tradicionais. Este parecer não teria recebido retorno da direção central do ICMBio em Brasília.

No Pará, foram alterados os limites do Parque Nacional (Parna) da Amazônia (18.700 hectares), das Florestas Nacionais (Flonas) de Itaituba I (7.705 ha), Itaituba II (28.453 ha) e Crepori (856 ha), além da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós (19.916 ha). No total, foram desafetados 75.630 hectares no Estado. No Parque Nacional Mapinguari, localizado nos municípios de Lábrea e Canutama, no sul do Amazonas, divisa com Rondônia, foram excluídos 8.470 hectares e, no Parna Campos Amazônicos, 2.188 hectares. A MP foi editada para viabilizar a construção de quatro usinas hidrelétricas localizadas nos rios Madeira e Tapajós.

Áreas são ricas em biodiversidade

Parque Nacional da Amazônia
Floresta Tropical Úmida, com grande diversidade. Nela são encontradas espécies ameaçadas de extinção, como a ariranha. UC federal de proteção integral.

Flonas Itaituba I e II
A vegetação predominante é de Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta.
Ambas são UCs federais de uso sustentável.

Flona Crepori
Cerca de 88% de sua área é composta por Floresta Ombrófila Densa. UC federal de uso sustentável.

APA Tapajós
A vegetação predominante na APA é Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta. UC federal de uso sustentável.

Parque Nacional Mapinguari
Tem elevado grau de prioridade para conservação, com riqueza de espécies e endemismos. UC federal de proteção integral.

Parque Nacional Campos Amazônicos
Com áreas de Cerrado e floresta amazônica, possui potencial científico e tem muita diversidade de aves. UC federal de proteção integral.

Fonte: http://www.oeco.com.br/noticias/25723-mpf-questiona-reducao-de-ucs-na-amazonia

Read Full Post »

Após 10 anos de atividades, o projeto “Corredores da Mata Atlântica” comemora a formação de 700 hectares de um grande corredor florestal que une as duas principais Unidades de Conservação do bioma no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP), a Estação Ecológica Mico Leão Preto (ESEC-MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD).

Esta é a primeira fase do projeto iniciado em 2002 pelo IPÊ-Instituto de Pesquisas Ecológicas, com coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.. O objetivo do trabalho é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de propriedades rurais.

Com o projeto, pretende-se reconstruir a paisagem de uma região bastante conhecida pela disputa por posse de terras e pela degradação de sua área verde, hoje resumida em “manchas de floresta”, que abrigam espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada, a jaguatirica, entre outras.

“Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é justamente a perda de hábitat e o corredor é uma das formas de suprir essa necessidade de deslocamento entre as UCs, tanto para alimentação, como para reprodução dos animais”, explica Laury Cullen Jr.

Ao todo, 1,4 milhões de árvores foram plantadas para reconectar a porção sul do PEMD (37 mil hectares) com um dos quatro fragmentos da ESEC-MLP (que tem o total de 7 mil hectares). Os últimos 93 hectares foram plantados em dezembro de 2011 e agora seguem monitorados pelo IPÊ até estabelecerem-se como floresta. O corredor passa por dentro da Fazenda Rosanela localizada entre as duas Unidades de Conservação. A área plantada fazia parte de um passivo ambiental da propriedade, de acordo com o código florestal vigente.

Para escolher as áreas estratégicas para plantio, o IPÊ segue o seu “Mapa dos Sonhos”, um estudo elaborado por seus pesquisadores para identificar as áreas prioritárias para a restauração florestal, significativas para a biodiversidade e que, por isso, precisam ser reconectadas. O próximo desafio agora é fazer um novo corredor, na porção norte do PEMD, plantando 5 mil hectares de floresta, em APPs e RLs de 11 grandes propriedades.

“Precisamos do apoio dos proprietários dessas terras para isso acontecer. O benefício é para todos os envolvidos já que os grandes produtores adequam a sua área de acordo com a lei, o que traz vantagens principalmente econômicas a eles; comunidades locais ganham vendendo as mudas de seus viveiros e a floresta se restabelece junto com todos os serviços ambientais que todos os seres humanos necessitam”, completa Cullen.

O plantio do corredor foi realizado com apoio de editais da Petrobras e BNDES, bem como com as parcerias internacionais e de empresas nacionais como Natura, CESP, Duke Energy, ao longo de uma década de trabalho. Além da restauração, o projeto possui um trabalho de envolvimento comunitário, com capacitação de médios e pequenos proprietários em agroecologia, educação ambiental, e desenvolvimento de viveiros comunitários, muitos deles fornecedores de mudas para os plantios.

Fonte: http://painelflorestal.com.br/noticias/mata-atlantica/14060/esta-pronto-o-maior-corredor-de-mata-reflorestada-do-bras

Read Full Post »

Código Florestal

Read Full Post »

Da Agência Câmara – De volta à Câmara após revisão do Senado, o projeto de reforma do Código Florestal (PL 1876/99) já tem datas previstas para votação – dias 6 e 7 de março. Antes disso, porém, deve haver muita polêmica, pois os deputados  ainda não chegaram a um acordo sobre as modificações feitas pelos senadores, embora o novo relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), considere que o texto “melhorou bastante”.

Piau elogia ainda a autorização, incluída pelo Senado, para que a Câmara Brasileira de Comércio Exterior crie barreiras à importação de países que adotem medidas de preservação ambiental menos severas que as brasileiras, e a possibilidade de o governo pagar para quem realizar ações de preservação ambiental. Mas também aponta aspectos dos quais discorda, como a definição de bacias críticas, onde há maior potencial para ocorrência de conflitos pelo uso da água. “Deixa espaço para uma avaliação muito subjetiva”, diz.

Principal mudança – A mudança mais significativa promovida no Senado foi a definição de um limite claro para as atividades irregulares em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e em reserva legal que poderão ser mantidas: todas aquelas iniciadas até 22 de julho de 2008. As ocupações iniciadas após essa data terão de ser suspensas e a vegetação, recuperada.

Desde o início da discussão do projeto, a recomposição de ocupações consolidadas em locais proibidos é o ponto mais controverso, justamente devido às multas a que os proprietários rurais em desacordo com a lei estarão sujeitos, caso não sejam anistiados.

Brechas – O texto aprovado na Câmara também menciona a data de edição do decreto 6.514/08 como limite para o início de atividades que serão anistiadas, mas apenas em APP – em relação à reserva legal, não cita data. Além disso, segundo especialistas, como o texto não obriga o produtor a aderir ao programa deregularização ambiental para que haja a continuidade das atividades ilegais, abre-se uma brecha para que ocupações irregulares iniciadas em APP após a edição da lei também sejam passíveis de perdão.

O substitutivo da Câmara também admitiria qualquer atividade agropecuária em APP, pois permite a retirada de vegetação nos casos de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto, além de autorizar a definição de outros critérios em regulamento.

Saiba mais em : http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2012/02/codigo-florestal-prioridade-na-camara/17153

 

Read Full Post »

Ao aproximar-se de movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial Temático, que terminou ontem (29), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, “não será o texto dos sonhos dos ruralistas”.

Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.

O aceno de Dilma foi bem recebido por ativistas. “Dilma disse claramente que o texto não será o código [florestal] dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso”, comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. “Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está”, disse Cruz. A promessa foi feita em reunião que contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB). “Esse compromisso é muito importante para nós. [O ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] tinha um vínculo natural com os movimentos sociais, mas ainda não tínhamos a mesma liberdade com a presidente. Dilma se aproximou. Temíamos que não acontecesse.”

Para representantes dos movimentos sociais, no entanto, o gesto da presidente não foi só uma forma de aproximação, mas também de pedir apoio à Rio +20 que, a exemplo do Fórum Social Mundial Temático, deve ser esvaziada. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, nome oficial da Rio +20, vai acontecer em junho no Rio de Janeiro.

A expectativa de que a Rio +20 seja um fiasco ganhou mais força durante os debates sobre a crise do capitalismo. Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese e responsável por organizar propostas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para a Rio +20, analisou que a crise econômica enfrentada por países desenvolvidos impedirá o debate ambiental. “O problema imediato é a crise econômica e não a ambiental”, disse Clemente. “O enfrentamento da crise exige a retomada da atividade econômica, cuja referência é produzir do jeito que fizemos até hoje. A crise exige uma solução que agrava o problema ambiental”, afirmou.

Clemente lembrou que até mesmo o Brasil, que sediará a Rio +20, incentivou a produção e venda de automóveis no enfrentamento da crise econômica de 2008. “Saímos bem economicamente, o que não significa que ambientalmente tivemos sucesso. Agravamos a emissão de gases de efeito estufa com a venda de automóveis”, comentou. “A Rio +20 pode fracassar do ponto de vista político, com a ausência de um compromisso político vigoroso em relação a uma agenda de mudança no padrão de produção.”

 

Veja a reportagem na integra :http://www.ecodebate.com.br/2012/01/31/presidente-acena-com-vetos-ao-codigo-florestal/

Read Full Post »

As fragilidades a que está exposta a região do Pantanal é o tema de novo estudo ;da ONG WWF-Brasil, em parceria pela WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal. A região corre perigo, principalmente pela degradação de nascentes e barramento de rios que fluem de áreas de planalto (cerrado) para a planície pantaneira. O trabalho “Análise de Risco Ecológico da Bacia do Rio Paraguai”, foi lançado hoje, 02 de fevereiro, data em que se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas, e o Pantanal, parte da bacia do Paraguai, é a maior área úmida continental do planeta.

Mais de 30 especialistas de quatro países (Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia), participantes do estudo, cruzaram dados reunidos em três anos de pesquisa e análise. Ficou constatado que 14% da região pantaneira necessita de proteção urgente, por ser considerada essencial para o fornecimento de água e manutenção do ciclo das cheias. Metade da bacia pantaneira corre riscos ambientais considerados médios ou altos.

Os pesquisadores listaram as principais ameaças à bacia do rio Paraguai:

1) Desmatamento e manejo inadequado de terras para agropecuária, ambos causadores de erosões e sedimentação de rios.

2) Barragens feita para a construção de hidrelétricas, alteram o regime hídrico natural.

3) Crescimento urbano e populacional, normalmente seguido de obras de infraestrutura, como rodovias, barragens, portos e hidrovias que – se construídas sem critérios de sustentabilidade – colocam em risco o frágil equilíbrio ambiental pantaneiro.

Pelo lado bom, 11% da bacia já estão protegidos. O problema é que essa parte protegida não está distribuída de forma adequada para proteger as regiões que mais fornecem água, ou as mais ricas em biodiversidade.

Vivem na região Bacia do rio Paraguai cerca de 8 milhões de pessoas, com uma economia concentrada na pecuária, que conta com 30 milhões de cabeças de gado. É ainda a região onde existe uma das maiores reserva de água doce do planeta.

Read Full Post »