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Archive for janeiro \31\UTC 2012

A equipe Esphera Ambiental participou do XVI Curso de Identificação Botânica, oferecido pelo Viveiro Maria Tereza, no município de Jacutinga.

O curso durou dois dias e pôde proporcionar à equipe uma grande base de dados para identificação dendrológica em campo e em laboratório.

Confira abaixo algumas fotos:

XVI Turma do curso de Identificação Botânica.

Interior do fragmento da Mata Atlântica, encontrado na propriedade do Viveiro Maria Tereza

 

Vista do interior do fragmento de Mata Atlântica, mostrando seu estágio de regeneração.

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Depois dos primeiros estudos feitos na década de 70 e de longas batalhas judiciais, o Brasil começa a ver sair do papel, em um momento que pode ser classificado como histórico, as primeiras obras que viabilizarão a hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Neste domingo, 15, a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) registrou a construção de uma ensecadeira, espécie de barragem provisória que desvia o curso d´água para permitir atividades de construção civil no leito do rio. A barragem definitiva terá 6,8 km de extensão. A obra teria começado logo após o ano novo e está localizada no Sítio Pimental, a cerca de 40 km a jusante de Altamira, no Pará. Conforme informações da Norte Energia, “neste sítio fica o conjunto de obras que efetivamente barra o rio Xingu”.

De acordo com o Ministério Público Federal do Pará (MPF/PA) os impactos desta construção têm sido sentidos por etnias indígenas. Hoje, 17, o MPF/PA recebeu uma carta dos Arara, que vivem na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, pedindo providências em relação às intervenções devido à quantidade de terra e cascalho jogados no rio. Eles afirmam que estão ingerindo o líquido, já barrento, e que não possuem poços artesianos. Pedem que providências sejam tomadas em sua defesa e da Terra Indígena Paquiçamba, onde vivem os Juruna.

“Queremos garantir a regularidade destas ensecadeiras, já que as condicionantes permanecem sem cumprimento. Vamos questionar o Ibama, a Norte Energia e a Funai a respeito das mesmas, pois a água do Xingu já tem afetado indígenas”, afirma Helena Palmquist, assessora de imprensa do MPF/PA. “Queremos que o Ibama e a Agência Nacional de Águas façam uma vistoria urgente no local das obras e na qualidade da água que está chegando nas aldeias, assim como informem quais medidas estão sendo tomadas para garantir água potável a estas pessoas”, diz.

Em um comunicado oficial, a Norte Energia afirma que “devido às características da região, com chuvas constantes nesta época do ano, é natural que uma pequena parte da terra seja carreada pelo rio. Isto será eliminado, nos próximos dias, com a conclusão da ensecadeira”. A empresa não se manifestou a respeito de medidas para minimizar o impacto causado sobre populações indígenas.

Autora:Karina Miotto

Para mais informações, acesse: www.oeco.com.br

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 O substitutivo que propõe mudanças ao Código Florestal, lido na Comissão de Meio Ambiente (CMA) pelo relator da matéria, senador Jorge Viana, apresenta mudanças positivas, mas não altera pontos essenciais como a anistia a crimes ambientais, permitindo a não recuperação de áreas de preservação permanente e de reserva legal ilegalmente desmatadas. A CMA, principal comissão para a análise de questões ambientais, tem um prazo extremamente reduzido – apenas 48 horas – para avaliar a matéria, propor emendas e votar o texto.

No texto, poucos serão os casos em que as APPs ou reservas legais desmatadas terão que ser recuperadas. Por exemplo, as matas ciliares que foram ilegalmente suprimidas até 2008 serão restauradas em uma faixa de apenas 15 metros, enquanto aqueles que não desmataram terão que manter pelo menos 30 metros. Trata-se não apenas de um prêmio à ilegalidade, como uma grave ameaça à qualidade de nossos rios.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a própria Agência Nacional de Águas (ANA) foram veementes ao expressar que não faz sentido exigir uma recuperação menor do que 30 metros. Para rios maiores, o texto estabelece APPs com pelo menos a metade da largura do curso de água, com no mínimo 30 metros e no máximo 100 metros. Hoje, a legislação prevê APPs de até 500 metros. A desobrigação de recomposição (anistia) em APPs que os programas de regularização ambiental poderão definir, condenará principalmente as bacias hidrográficas altamente comprometidas e desprovidas de cobertura vegetal em mais de 80% de sua extensão, predominantes na região Centro-Sul do Brasil.

Outro problema do substitutivo é a isenção de recuperação de reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais, área que, em algumas regiões do país, pode ser superior a 400 hectares, o equivalente a mais de 400 campos de futebol. A demanda para que essa regra fosse aplicada apenas aos agricultores familiares foi ignorada. Pela norma apresentada, mesmo que um proprietário tenha vários imóveis menores de quatro módulos, poderá se beneficiar da medida, não precisando recuperar a reserva legal em nenhum deles.

As correções voltadas para resgatar a obrigatoriedade de recomposição de APPs precisam ser feitas na Comissão de Meio Ambiente, uma vez que as possibilidades de alterações ocorrerem durante o trâmite no plenário são mínimas. Se os ajustes, sugeridos ao relator por meio de emendas, não forem incorporados, restará somente a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff, para que cumpra o compromisso assumido durante as eleições de 2010 e vete os dispositivos que anistiem desmatamentos ilegais ou reduzam áreas protegidas.

Leia na íntegra:

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/agricultura/agr_news/?30186/Cdigo-Florestal-texto–bom-para-quem-desmatou

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É difícil, considerando toda a polêmica estabelecida em torno da aprovação do novo Código Florestal, deixar de lembrar que uma das atividades mais importantes do setor produtivo não está, ao menos, sendo discutida nesse processo.

Sim, porque, se é importante para o Brasil, e para o mundo, preservar o meio ambiente, o mesmo se pode dizer quanto à economia nacional, basicamente fundamentada no agronegócio

Para se ter ideia, o plantio de florestas com foco comercial movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano, tem arrecadação anual de tributos na ordem de R$ 9 bilhões e gera em torno 4,5 milhões de empregos diretos, indiretos e devido ao efeito renda. Sem contar os investimentos em programas de responsabilidade social − de saúde, educação e cultura −, que, somente em 2010, somaram R$ 150 milhões.

O Brasil possui, hoje, pouco mais de 6,5 milhões de hectares de florestas plantadas.Desse total, cerca de 6% encontram-se em Mato Grosso do Sul, estado que se torna um dos principais polos para essa atividade, em franca expansão. Contudo, ainda é apontado como um dos maiores desmatadores. Considerando apenas o estado de São Paulo, a silvicultura está entre as primeiras atividades agrícolas em termos econômicos.

Muitas são as vantagens dessa atividade, dentre elas a absorção de 60 bilhões de m³ de dióxido de carbono por ano; a alta produtividade – com crescimento anual superior a 40m³ por hectare para o eucalipto e a 30m³ por hectare de pinus, volumes sete vezes maiores que os dos tradicionais produtores da Escandinávia e do Canadá −; e seu crescimento não implica competição com outras atividades agrícolas e pecuárias, uma vez que existe grande área de terra degradada e a possibilidade de utilização do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.

Outro ponto importante é que a atividade trouxe investimento externo ao País, o que gerou a criação de vários fundos florestais.

É claro que existe necessidade de proteger o meio ambiente, e o produtor rural sabe disso mais do que qualquer um, pois é da terra, da água, da flora e da fauna que ele tira seu sustento. Depende de cada um e quer que todos estejam em perfeita harmonia. Mas por que não unir isso tudo em benefício de um bem maior: o bem-estar ambiental e econômico do Brasil?

    Autor: Cesário Ramalho da Silva

    Confira na íntegra: http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=763

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Cerca de 40 professores e estudantes de universidades da região Nordeste foram capacitados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em dezembro sobre como monitorar o crescimento da vegetação da Caatinga em locais voltados ao manejo, ou seja, à extração sustentável de produtos do bioma.

A atividade ocorreu em parcelas permanentes da Rede de Manejo Florestal da Caatinga (RMFC), que são áreas separadas para o estudo da regeneração da mata e da biodiversidade após uma intervenção antrópica, localizadas em Lagoa Salgada (RN), Serra Negra do Norte (RN), Macau (RN), Floresta (PE), São João do Piauí (PI) e Pacajus (CE).

O engenheiro florestal da Unidade Regional Nordeste do SFB, Alencar Garlet, explica que as informações obtidas nas áreas de parcelas permanentes são usadas na elaboração de normas legais sobre extração florestal no bioma. “A Instrução Normativa sobre manejo na Caatinga têm como base científica as pesquisas da Rede”, diz.

São esses estudos que mostram quanto tempo o produtor deve aguardar para extrair madeira e lenha de uma área que já foi usada. O manejo funciona dentro de um ciclo no qual, a cada ano, só se retira produtos florestais de parte de área, e assim sucessivamente. Após 15 anos, é possível voltar ao primeiro talhão manejado.

Fonte: florestal.gov.br

Leia na íntegra: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=6487

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Pico de Sucesso

 

Os agricultores passaram um bom Natal. E agora se preparam, animados, porém receosos, para a passagem do ano. Acontece que, para a turma do campo, 2011 pode ter sido o melhor ano da história agrícola recente do País. Deixará saudades.

Uma pista apareceu, noutro dia, na divulgação, pelo IBGE, dos números sobre o crescimento do PIB nacional relativos ao terceiro trimestre do ano. Enquanto a indústria e o comércio recuaram, a agropecuária cresceu 3,2%, segurando o rojão da economia. No acumulado do ano, tudo indica um salto de 6% no PIB rural, envolvendo tanto o ramo animal (pecuária) quanto o ramo vegetal (agrícola).

E, no interior principalmente, quando a roça vai bem, ela movimenta toda a cidade: o comércio vende mais, o emprego se aquece, as pessoas ficam mais felizes. Esse é o efeito multiplicador da safra de grãos, quase 160 milhões de toneladas. Novo recorde.

Na balança comercial, as exportações do agronegócio também surpreendem. As vendas ao estrangeiro se situam num patamar 25% acima do ano passado. Mais importante, tais vendas externas geram, descontando o valor das importações, crescentes superávits, dólares para pagar as contas das importações industriais e as do comércio. Merece cutucar: sem o capiau do interior, viveria pior o bacana da metrópole.

Até os gringos estão perplexos com a força dos agricultores tupiniquins. Embora os norte-americanos continuem sendo os maiores exportadores mundiais de alimentos, o valor do superávit agrícola brasileiro ultrapassou em 65% a vantagem deles. Quer dizer, o Brasil está mais auto-suficiente que o gigante do Norte em alimentos e matérias-primas agrícolas, abastecendo seu mercado interno sem precisar das importações. À exceção do trigo.

Essa animação extraordinária na agricultura em 2011 se deve a várias causas. Na verdade, ela culmina um ciclo trienal de sucesso na produção e, mais importante, na renda do produtor rural, causado principalmente pelo aquecimento dos preços internacionais das commodities. O choque de demanda, puxado pela urbanização da China, coincidiu com problemas climáticos na oferta mundial de grãos e carnes, elevando os patamares de preços. Nem a valorização do real ante o dólar, e tampouco as tremendas deficiências na logística (estradas esburacadas, ferrovias onerosas, portos vagarosos), impediu boa margem de rentabilidade na agropecuária nacional.

Caíram os estoques globais de alimentos. Segundo André Pessoa, excelente economista agrícola, os níveis atuais dos principais grãos – soja, milho e trigo – representam somente 20% da necessidade de consumo no ano seguinte, aperto registrado apenas na década de 1970, antes da chamada Revolução Verde. Por isso continuará certa tendência altista de preços.

Mas os tempos de crise na economia mundial andam tirando o sono não só dos agricultores, mas de qualquer empresário ou trabalhador, no campo e na cidade. Enormes são as incertezas para 2012. Nada indica, por exemplo, que os chineses manterão os crescentes volumes adquiridos de soja. Na Europa, obviamente, os mercados exigentes estarão bem mais fechados. Os créditos internacionais recuaram. Por aí vai.

O ano novo está chegando. A agricultura brasileira, com certeza, continuará nele seguindo sua trajetória vitoriosa, coroada em 2011 com um pico de sucesso. A demanda mundial por alimentos continuará a exigir terras e homens aptos, tecnologia e qualidade, coragem e labuta, requisitos de produção que a zona rural oferece no Brasil.

Um dia, pois a esperança nunca morre, a sociedade inteira descobrirá esta vantagem, a modernidade da roça. E passará a tratar o agricultor nacional com o respeito que, afora amargarem pelo passado, merece os construtores do futuro.

Autor: Xico Graziano

Leia na íntegra:  www.xicograziano.com.br

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