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Sapinho de 3 dedos é mais nova espécie da Mata Atlântica

Este sapinho acabou de ser descoberto. Ele mede 1,5 centímetro de comprimento e tem cor alaranjada. Só foi encontrado nas partes mais altas, acima dos 900 metros de altitude, da Reserva Natural Salto Morato, uma área 2,3 mil hectares de Mata Atlântica, administrada pela Fundação Grupo Boticário, em Guaraqueçaba, Paraná. A nova espécie foi denominada Brachycephalus tridactylus, devido a ter apenas três dedos nos membros da frente.

O pequeno anuro foi encontrado em fevereiro de 2007, pelo biólogo Michel V Garey. Mas só no mês de junho deste ano, a descoberta foi publicada e oficialmente reconhecida na revista internacional Herptologica. É a segunda espécie descoberta na regiáo. Em 2002, pesquisadores descreveram o bagre Listrura boticario, na mesma reserva.

A descoberta ocorreu durante um estudo da Universidade Federal do Paraná, com apoio da Fundação Boticário, que buscava comparar a diversidade de rãs, pererecas e sapos em paisagens distintas. Foram registradas 42 espécies de 9 famílias distintas. O B. tricactylus faz parte de um pequeno grupo de 5 espécies achadas em ambientes que não faziam parte do estudo.

Em todo o planeta, são mais de 6,7 mil espécies descritas de anfíbios. O Brasil tem a maior diversidade destes animais, com 946 espécies conhecidas até o momento. No Paraná, apesar de existiram mais de 120 espécies de anuros, existe pouca informação sobre eles, segundo Michel Garey.

“Estamos observando um declínio global dos anfíbios por diversos motivos: poluição da água e do solo, desmatamento, aumento da radiação ultravioleta, doenças, fungos, vírus… Enfim, precisamos preservar os locais onde eles ocorrem e estudar seus hábitos”, afirmou o pesquisador. “Esta espécie, por exemplo, ocorre no topo dos morros onde o clima é mais ameno e úmido. Com o aumento da temperatura, ela pode não ter para onde ir, pois não existem lugares mais frios para ela se mudar”.

Fonte: http://www.oeco.com.br

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Pesquisa utiliza mapeamento geográfico para análise do manejo florestal

Uma pesquisa está identificando áreas para o manejo florestal comunitário. Com o tema: “Sistema de Informação Geográfica Aplicado no Manejo Florestal de Unidades de Conservação”, será criado um banco de dados geográfico que vai contribuir na tomada de decisão de políticas públicas.

O estudo deve fazer parte do trabalho de doutorado, desenvolvido pela Mestre em Geografia Marilene Alves da Silva, que é vinculada ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas, Ifam.

O Sistema de Informação Geográfica foi empregado como ferramenta para monitoramento e manejo florestal em Unidades de Conservação, permitindo o gerenciamento dos dados e análises geográficas precisas.

“O mapeamento das áreas de manejo florestal foram digitalizados em um software com base no mosaico de imagens de satélite sensor TM (Thematic Mapper) do Landsat-5 da área da reserva, o trabalho permitiu a realização dos levantamentos de coordenadas geográficas por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS) em áreas de uso florestal”, afirmou a pesquisadora.

Fonte: http://www.noticias.ambientebrasil.com.br

Canário-da-terra-verdadeiro: um pássaro, não um lutador de ringue

A homenagem de ((o))eco esta semana vai para o canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), um pássaro caracterizado pelo amarelo forte de suas penas e pelo seu canto melódico. Outrossim chamado de canário-da-terra, no Brasil, ocorre do Maranhão até o Rio Grande do Sul e, na América do Sul, é encontrado na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e nas Guianas.

Esta ave tem em média 13,5 centímetros e pesa 20 gramas. Seu habitat preferido são as regiões áridas, como os campos secos, a Caatinga e áreas de Cerrado. Sua alimentação principal são sementes. Na reprodução, a fêmea põe cerca de 4 ovos, chocados por um período de 15 dias. Seus ninhos são cavidades ou até mesmo outros ninhos abandonados, como casas de joão-de-barro vazias.

São pássaros agressivos na hora de defender o ninho ou de disputar uma fêmea com outro macho. Por ser bom de briga, este canário é usado em disputas violentas entre pássaros, para apostar no vencedor. Essa prática bárbara e ilegal costuma deixar as aves feridas e deve ser denunciada à Polícia e ao Ibama.

A beleza e o canto também fazem com que o canário-da-terra seja comumente engaiolado, ainda que sem a licença obrigatória do IBAMA. Até agora, não corre risco de extinção, o que não torna menos cruel o seu cativeiro ou uso como animal de briga.

Adaptação ao clima não pode ficar para amanhã

“Agora faz mais calor, antes o sol não esquentava muito”, diz Rister Guevara, caçador que mora em El Chino, comunidade localizada no meio da floresta não tão impactada, quatro horas em lancha de Iquitos, cidade mais importante da Amazônia peruana. Ele sabe que pode caçar até cinco pacas (Agouti paca) a cada dois meses. Nem mais, nem menos do que isso. O mesmo procedimento é adotado para a pesca. O que levou esses habitantes do trópico amazônico a racionalizar suas atividades de subsistência? As mudanças climáticas e suas consequências sobre a rica biodiversidade de El Chino, que se encontra na chamada ‘zona de amortecimento’ da Área de Conservação Regional comunitária Tamshiyacu Tahuayo, criada em 2009 pelo Ministério do Ambiente do Peru. Com 420.080,25 hectares, abriga 530 espécies de aves, 65 de répteis e pelo menos 2500 de plantas.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o Programa de Conservação, Gestão e Uso Sustentável da Diversidade Biológica de Loreto (PROCREL) afirma que a temperatura média local é de 26 °C. A partir de 1997, o termômetro começou a subir. Entre 2006 e 2010, a temperatura era de 25.5 °C. Entre 2009 e 2011, subiu para 27.1 °C. De acordo com Giussepe Gagliardi, biólogo do Centro Peruano para la Biodiversidad y Conservación, que trabalha na região, esta variação provocou “eventos extremos”, como chuvas torrenciais em épocas de estiagem. Além disso, segundo o pesquisador Richard Bodmer, da Universidade de Kent (Reino Unido), em 2009 a população de botos cor de rosa diminuiu. Ele também afirmou que em Tamshiyacu a população de jacaré caiu 60% em 2011 comparado a 2010. De acordo com ele, isso pode estar relacionado com as mudanças climáticas.

Diante desta percepção, comunidades e organizações como Wildlife Conservation Society (WCS) e Rainforest Conservation Found, passaram a se articular com foco na conservação da biodiversidade. O primeiro passo foi fortalecer ribeirinhos e estabelecer mecanismos de fiscalização e multas para o manejo dos recursos de flora e fauna. Atividades de manejo florestal também entraram na agenda e a extração de buriti, camu-camu, ingá, tucumã, passou a ser controlada. Iniciou-se, também, um processo de valorização do artesanato local. Produtos feitos de fibras começaram a ser exportados. De acordo com Gagliardi, o manejo de recursos naturais faz com que estas pessoas estejam “mais preparadas para enfrentar eventos extremos”.

Apoio internacional

A UICN e a Sociedade Peruana de Direito Ambiental (SPDA), com o apoio da cooperação espanhola, financiam iniciativas que buscam resgatar conhecimentos e práticas ancestrais de adaptação às mudanças climáticas na Bolívia, Equador, Peru e Colômbia. Manuel Ruiz, da SPDA, afirma que os bons resultados de práticas de manejo devem “influenciar políticas públicas”. Em El Chino esta reinvenção funcionou, mas o processo de readaptação não foi fácil. Em relação à caça, por exemplo, o acordo é de caçar apenas animais machos, o que nem sempre dá certo. De qualquer forma, o saldo é positivo.

Adultos mudando de hábitos influenciam crianças. Jorge Soplín, morador de El Chino, diz que tem ensinado estas técnicas a seus filhos. “Quero que eles aprendam e tomem por si mesmos esta iniciativa no futuro”. Pode parecer uma conclusão simples, mas Soplín está na frente de seu tempo e de quem ainda não percebeu que é preciso se adaptar às novas condições de vida que têm sido impostas à floresta e seus moradores. Nesta região da Amazônia, onde as mudanças climáticas já estão chegando, “adaptação” significa “conservar imediatamente” para garantir às gerações vindouras o mínimo de qualidade de vida no futuro.

Fonte: http://www.oeco.com.br

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Cobra-papagaio (Corallus caninus), também conhecida como Periquitambóia ou Arabóia. Podendo alcançar mais de 1,5 metro de comprimento, é encontrada nas matas e capoeiras da bacia amazônica e encontra-se ameaçada pela derrubada de árvores para produção de madeira. De hábitos noturnos, passa a maior parte do dia enrolada no tronco de uma árvore em uma posição bem característica, com a cabeça apoiada no centro das voltas do corpo. É pacífica, mas pode morder quando se sente ameaçada. Alimenta-se basicamente de roedores, pequenas aves e répteis, matando suas presas por constricção. Seus filhotes apresentam uma coloração avermelhada e podem caçar e comer sapos de árvores quase que imediatamente após o nascimento. Com o crescimento a cor verde vai aos poucos tornando-se cada vez mais evidente, com barras transversais branco-amareladas e região ventral amarela.

Fonte: http://www.oeco.com.br

Dia do Engenheiro Florestal

O dia 12 de julho é dedicado ao Engenheiro Florestal. Este profissional tem um vasto campo de ação, lutando contra pragas, erosões e incêndios, além de atuar em estudos e projetos para renovação e conservação de ecossistemas. Para isso, precisa ter boas noções de topografia, ecologia, legislação ambiental, hidrologia e até bioquímica.

O aproveitamento racional da floresta, o reflorestamento, a produção de sementes e o impacto das indústrias de móveis, papel e celulose são uma constante preocupação na vida dos engenheiros florestais. Há um uso indiscriminado de corte de árvores, desde o uso de madeira nobre para a manufatura do carvão, até a exportação. Os engenheiros florestais são os profissionais que trabalham para manter a floresta viva.

O Brasil é muito rico em florestas e a maior parte delas é de domínio público. São as chamadas Flonas – abreviação de Florestas Nacionais – áreas que possuem cobertura florestal nativa ou reflorestada, e que possuem o plantio ou a retirada de madeiras de forma controlada. As Flonas servem para pesquisas científicas e garantem a proteção das espécies, belezas naturais, sítios históricos e arqueológicos, e dos recursos hídricos.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br

Fundo Vale lança o livro Municípios verdes

Municípios verdes. O novo livro que foi lançado hoje em Brasília mostra as ações feitas por 12 municípios modelos que conseguiram transformar uma história de desmatamento e desrespeito as regras ambientais em políticas públicas sólidas, que agora geram resultados.

Um desses municípios é Paragominas, no Pará, que durante anos ficou na lista dos municípios que mais desmatam e agora, conseguiu sair da lista.

A publicação lançada ontem trata do modelo de ação que começou a desenvolver, em 2009, e acabou sendo transformado em política pública pelo Governo do Estado do Pará. O programa se desenvolve a partir da criação de pactos locais contra o desmatamento e inclui parcerias para realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), criação de áreas de conservação e estruturação de cadeias produtivas, como cacau, pecuária e mel.